Hoje foi realizado a última etapa do Circuito SESC de Corridas do Paraná na cidade de Curitiba.
5KM
Feminino
1° Hadiji Yukari Nagao 22:33
2° Ana Paula Martins 23:49
3° Andreia de Almeida 24:18
4° Marcia de Fatima Oliveira 24:49
5° Ivete Maristela Mollossi 25:44
Masculino
1° Rafael Ramos Pianna 17:00
2° Rafael Gomes Sentone 17:06
3° Giuliano de Oliveira Ventura 17:11
4° Vanderlei Soares 17:40
5° Cristiano Ribeiro 17:48
10KM
Feminino
1° Aparecida Gomes da Silva 43:07
2° Marilene de Morais 43:20
3° Lourdes Maria de Jesus 43:36
4° Marines Adriana Paolazi 44:36
5° Rosangela Andrade Silva 44:50
Masculino
1° Cleyton Luiz Aguiar 32:22
2° Lauro Domanski 33:20
3° João Batista dos Santos 33:23
4° Abidiel Renan Gonçalves 33:25
5° Joel Lenart 33:38
9° Daniel Antunes Junior 34:12 (1° cat. 20-24)
10° Luiz Gustavo Elger 34:22 (2° cat. 18-19)
18° Rafael Gomes 35:13 (4° cat. 25-29)
19° Rudinei Pressoto Nunes 35:13 (4° cat. 30-34)
28° Adalberto Pereira dos Santos 36:02 (6° cat. 30-34)
34° Aldo Gonzalez Melgarejo 36:32 (6° cat. 20-24)
36° Juliano Leonel Oro 36:39 (4° cat. 18-19)
54° Claudemir Ferreira 37:33 (10° cat. 30-34)
79° Rafael Maximiliano Orso 39:02 (12° cat. 25-29)
* atletas conhecidos da região.
RESULTADO COMPLETO PELO LINK
http://www.cronoserv.com.br/
corridaderuafoz.blogspot.com
domingo, 27 de novembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
10 Razões para Correr e Malhar
Parece estar em moda no mundo do marketing apresentar razões para se fazer algo e por isso eu resolvi pegar esse gancho para definitivamente convencer as pessoas a praticar mais de uma atividade física. E o recado vai especialmente para quem gosta só de correr ou só de malhar. Quem apenas faz academia sente falta de uma atividade aeróbia e quem somente corre também sente falta de algo a mais para os músculos. Então, por que não fazer as duas atividades: corrida e musculação? A seguir 10 boas razões para essa dobradinha
1) MAIS MASSA MUSCULAR E FORÇA. Sabidamente, a musculação bem orientada tem a propriedade de aumentar a força muscular e o volume dos músculos. Para quem corre especialmente visando a qualidade de vida faz toda a diferença, percebida não só na corrida como nas atividades funcionais envolvendo força, como, por exemplo, na ida ao supermercado. Na hora de carregar, embarcar e desembarcar as compras, quem apenas corre pode passar o maior sufoco. Aí, de que adianta ter um bom condicionamento cardiopulmonar, baixo percentual de gordura se na hora "agá" falta a força física?
2) PARA EMAGRECER. Claro, a corrida é uma das boas atividades físicas que contribuem para o emagrecimento e não faltam trabalhos atestando isso e exemplos de pessoas que emagreceram bastante correndo. Entretanto, um dos mitos ainda presente na população é pensar que a musculação não emagrece. Para quem está envolvido em programas de emagrecimento, o que vale é o balanço calórico negativo. Isso significa dizer que as calorias gastas na musculação se somam às da corrida, e não importa se as duas atividades são feitas uma após outra ou em seções separadas no mesmo dia. Vale a soma das calorias gastas.
Além do mais, uma pessoa com excesso de peso nem sempre pode começar a correr, mas pode fazer musculação e caminhar, compondo assim uma boa programação inicial de exercícios e permitindo gasto calórico considerável. Um outro álibi seria considerar que uma pessoa obesa possivelmente não tenha massa muscular suficiente para suportar um programa "só" aeróbio. Só musculação também não seria o suficiente, daí a necessidade das duas atividades.
Muitas tabelas e números mágicos existem e também muitos métodos para se determinar o percentual de gordura corporal. Entretanto, o mais prático, principalmente para o sedentário ou quem esteja começando um programa de emagrecimento, é o IMC (Índice de Massa Corpórea) cujo resultado é obtido da divisão do peso em quilos pelo quadrado da altura em metros.
De acordo com o resultado, o IMC enquadra-se em categoria diferenciada determinando os graus de obesidade, a saber:
Desnutrição: abaixo de 14,5
Abaixo do peso: até 20
Peso normal: 20 a 24,9
Sobrepeso: 25 a 29,9
Obeso: de 30,0 a 39,9
Obesidade Mórbida, de 40 em diante
Academicamente, aceita-se como normal e fora de riscos cardiovasculares um IMC de 20 a 25 e até 27 para os idosos.
É importante lembrar que essa equação não se aplica ao esportista porque, no caso, o peso nominal da balança se deve à massa muscular e não à gordura corporal. Tanto o corredor, normalmente muito magro, como o adepto só da musculação estão fora desse cálculo.
3) MAIOR GASTO CALÓRICO. Ainda seguindo o raciocínio do balanço calórico negativo, a musculação traz uma outra vantagem. Ao ganhar mais músculos, o corpo passa a gastar mais calorias, até mesmo durante o sono no chamado metabolismo basal. Quem é mais forte gasta mais calorias dormindo.
4) PREVENÇÃO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES. Um dos álibis mais fortes a favor da musculação é com relação à sobrecarga cardíaca. Ao contrário do que muita gente pensa, o coração sofre menos se analisado por um dado chamado Duplo-Produto, que serve para avaliar o esforço cardíaco. Ou seja, se refere ao consumo de oxigênio do músculo miocárdio. Os médicos chegam a esse valor multiplicando a Pressão Arterial Sistólica (aquele número maior quando a gente mede a pressão) pela Freqüência Cardíaca. Sabemos que cada exercício provoca uma reação diferente tanto na pressão arterial como na freqüência cardíaca, dependendo da intensidade e duração.
Nos exercícios aeróbios, tanto a PAS como a FC aumentam quase na mesma proporção, enquanto na musculação, em séries mesmo pesadas, somente a PAS aumenta porque não há tempo hábil para uma resposta de elevação também da FC e isso pode ser uma vantagem para cardíacos. Uma pessoa pode estar correndo numa esteira em uma velocidade confortável, com pressão arterial e freqüência cardíaca normais, mas se for comparar com exercícios de musculação mais pesada, com series que não ultrapassem 12 repetições, o Duplo Produto na esteira será maior.
Não significa também que a corrida seja nociva. Apenas prova que a musculação não é esse bicho de sete cabeças, "que aumenta a pressão", "faz mal para o coração", e coisa e tal, como alardeiam por aí. Portanto, em termos cardíacos a musculação é muito segura, apesar de ter que ser bem orientada, como qualquer exercício, inclusive a corrida.
5) MAIOR FLEXIBILIDADE. Engana-se quem se apressa em dizer que a musculação deixa o sujeito todo duro. Em primeiro lugar, e isso me parece lógico, somente a falta de exercício pode provocar diminuição da flexibilidade. Como se sabe, se não usa, atrofia. Qualquer exercício, com ou sem peso, executado de maneira correta, fatalmente ampliará a amplitude articular, contribuindo para a melhora da flexibilidade como um todo.
Além disso, a musculação aumenta a quantidade de tecido conjuntivo, tecido esse que recobre as fibras musculares e tem propriedades viscosas e elásticas. Se aplicarmos uma determinada força num músculo hipertrofiado e a mesma força for aplicada no músculo não treinado, o primeiro alonga mais. A maior prova disso são os vários trabalhos mostrando que levantadores olímpicos têm flexibilidade acima da média. Pra matar essa questão de vez. Pegue dois pedaços de elástico exatamente do mesmo tamanho, porém um grosso e um fino. Se esticar os dois ao mesmo tempo, qual deles arrebentará primeiro? Logo, um músculo hipertrofiado treinado adequadamente é mais flexível porque a força é vizinha dessa valência física.
6) AJUDA CONTRA OSTEOPOROSE. Sabemos que os ossos são matérias vivas e não tão rígidos como parecem. São formados basicamente de substâncias orgânicas e minerais responsáveis pelas propriedades de resistência, elasticidade, dureza e rigidez. Existe um processo de construção e demolição da matriz óssea, respectivamente conhecido por osteoblasto e osteoclasto, que define a saúde óssea por toda a vida. Se agredirmos o corpo com alimentação inadequada, fumo, estresse, sedentarismo, excesso de exercício etc, os ossos ficam enfraquecidos, podendo chegar à osteoporose. Se, ao contrário, nos alimentamos bem, ingerindo cálcio suficiente, controlamos o estresse e fazemos exercícios adequados, os ossos permanecem sadios a vida inteira.
Por conta da elasticidade, os exercícios de impacto, como a musculação, induzem o processo de construção do osso, tanto pela ação mecânica, gerando corrente elétrica conhecida por propriedades piezo elétricas, como pelo estímulo de hormônios sexuais. A corrida também é uma atividade de impacto. A diferença é que na musculação, além do impacto geralmente ser gerado nas duas extremidades dos ossos, podemos estimular todos eles com um programa de treinamento bem estruturado. Pesquisas mostram que fisiculturistas chegam a ter 40% mais cálcio nas vértebras lombares, e corredores nas fíbulas (antigo osso perôneo situado ao lado da tíbia).
7) BENEFÍCIO EM DIABETES. Já é bem estabelecido que portadores de diabetes tanto tipo 1 como 2 se beneficiam bastante com o exercício físico, que ajuda a queimar a glicose sem a presença da insulina. Se a corrida já traz esse benefício, a musculação produz ainda mais, por conta do aumento da massa muscular. É simples: mais músculos, mais queima de glicose, mesmo em metabolismo basal, ou seja, em repouso. Todo diabético consciente sabe controlar as suas taxas e deve medir a glicemia antes e depois do exercício. Entretanto, uma das recomendações que se faz na musculação é que se evitem pesos excessivos que obriguem bloqueio da respiração. Pesos excessivos podem gerar lixo metabólico que pode atrapalhar a absorção da glicose no músculo. Nesse caso, como a musculação visa um benefício ao diabético, não tem sentido exagerar.
8) TOTAL SEGURANÇA. Por utilizar máquinas bem projetadas e pesos adequados a cada pessoa, de acordo com o desempenho, a musculação é considerada uma das atividades mais seguras, principalmente se acompanhada por profissionais habilitados. O risco de acidente é muito baixo porque só depende de seguir procedimentos corretos. Em outras atividades, a lesão pode depender da sorte e não apenas de procedimentos corretos.
9) PARA TODAS AS IDADES. Os estudos sobre musculação evoluíram tanto que hoje em dia é recomendada desde a adolescência até os mais idosos. O argumento que se usava contra-indicando aos adolescentes, com relação ao impacto sobre as epífises dos ossos longos, caiu por terra. Outras atividades tais como basquete, vôlei e a própria corrida, que produzem impacto muito maior, sempre foram recomendadas e nunca questionadas. Na verdade, a musculação na adolescência estimula o crescimento não só dos ossos como dos músculos, por conta da explosão hormonal característica da idade. Nos idosos, o crescimento da massa muscular e da força é o benefício mais importante, acarretando maior independência nas atividades funcionais.
É bem estabelecido que o avanço da idade induz à perda de massa muscular, num processo conhecido por sarcopenia, significando "perda de carne" (sarx = carne, penia = perda) cuja origem pode ser multifatorial, sendo a idade uma delas. Em bom português, de uma forma geral os músculos vão "secando". Ou seja, perde-se massa muscular, sendo esse processo acelerado com o sedentarismo, vida irregular, estresse etc. Além disso, a própria corrida pode ser um fator de aceleração de perda de massa muscular na terceira idade por conta do processo conhecido por catabolismo. O idoso que corre e faz musculação desfruta de todos os benefícios da corrida sem perder músculos. Tem tudo e mais um pouquinho.
10) PARÊNCIA PESSOAL. Sem dúvida nenhuma, a musculação melhora a aparência pessoal, promovendo uma postura mais bonita e representativa, interferindo diretamente na auto-estima. Vaidade dentro dos limites do bom senso não é pecado. É saúde também.
Entre muitas mulheres há o medo infundado, quando se sugere a musculação, de ficar forte como as que vemos em revistas de fisiculturismo. As características fisiológicas dos músculos de ambos os sexos são as mesmas, mas o ganho de força, em condições normais (sem drogas) é diferente chegando no máximo a 2/3 do homem, por conta da diferença hormonal. A produção de testosterona na mulher é próxima de 1/3 do homem. As mulheres hoje precisam de mais força física nas atividades funcionais por conta da dupla jornada de trabalho que a maioria enfrenta. Além disso, a musculação associada à corrida lhes confere um corpo mais bonito, com tudo no lugar e sem gordurinhas.
Por fim, nenhuma atividade física é completa por si só, nem mesmo a natação como alardeiam alguns. O ideal é fazer mais de uma atividade, respeitando o gosto individual para se tornar um hábito, e que de alguma forma elas, além de se completarem, irão promover quebra na rotina. O corpo precisa de exercícios regulares, de trabalho prazeroso, de ocupação da mente com estudos e/ou qualquer leitura e de relaxamento também. Não fazer nada de vez em quando também é bom e qualquer pessoa de qualquer nível social pode dar um basta nessa loucura que é a vida "dita" moderna. A primeira desculpa para não fazer exercício é quase sempre: "não tenho tempo". Ou "preciso trabalhar para ganhar dinheiro", só que à custa de estar perdendo saúde. E um dia vai gastar todo o dinheiro para tentar recuperar a saúde. Se der tempo...
Fonte: Revista Contra-Relógio Edição 167 - AGOSTO 2007 - LUIZ CARLOS DE MORAES
corridaderuafoz.blogspot.com
1) MAIS MASSA MUSCULAR E FORÇA. Sabidamente, a musculação bem orientada tem a propriedade de aumentar a força muscular e o volume dos músculos. Para quem corre especialmente visando a qualidade de vida faz toda a diferença, percebida não só na corrida como nas atividades funcionais envolvendo força, como, por exemplo, na ida ao supermercado. Na hora de carregar, embarcar e desembarcar as compras, quem apenas corre pode passar o maior sufoco. Aí, de que adianta ter um bom condicionamento cardiopulmonar, baixo percentual de gordura se na hora "agá" falta a força física?
2) PARA EMAGRECER. Claro, a corrida é uma das boas atividades físicas que contribuem para o emagrecimento e não faltam trabalhos atestando isso e exemplos de pessoas que emagreceram bastante correndo. Entretanto, um dos mitos ainda presente na população é pensar que a musculação não emagrece. Para quem está envolvido em programas de emagrecimento, o que vale é o balanço calórico negativo. Isso significa dizer que as calorias gastas na musculação se somam às da corrida, e não importa se as duas atividades são feitas uma após outra ou em seções separadas no mesmo dia. Vale a soma das calorias gastas.
Além do mais, uma pessoa com excesso de peso nem sempre pode começar a correr, mas pode fazer musculação e caminhar, compondo assim uma boa programação inicial de exercícios e permitindo gasto calórico considerável. Um outro álibi seria considerar que uma pessoa obesa possivelmente não tenha massa muscular suficiente para suportar um programa "só" aeróbio. Só musculação também não seria o suficiente, daí a necessidade das duas atividades.
Muitas tabelas e números mágicos existem e também muitos métodos para se determinar o percentual de gordura corporal. Entretanto, o mais prático, principalmente para o sedentário ou quem esteja começando um programa de emagrecimento, é o IMC (Índice de Massa Corpórea) cujo resultado é obtido da divisão do peso em quilos pelo quadrado da altura em metros.
De acordo com o resultado, o IMC enquadra-se em categoria diferenciada determinando os graus de obesidade, a saber:
Desnutrição: abaixo de 14,5
Abaixo do peso: até 20
Peso normal: 20 a 24,9
Sobrepeso: 25 a 29,9
Obeso: de 30,0 a 39,9
Obesidade Mórbida, de 40 em diante
Academicamente, aceita-se como normal e fora de riscos cardiovasculares um IMC de 20 a 25 e até 27 para os idosos.
É importante lembrar que essa equação não se aplica ao esportista porque, no caso, o peso nominal da balança se deve à massa muscular e não à gordura corporal. Tanto o corredor, normalmente muito magro, como o adepto só da musculação estão fora desse cálculo.
3) MAIOR GASTO CALÓRICO. Ainda seguindo o raciocínio do balanço calórico negativo, a musculação traz uma outra vantagem. Ao ganhar mais músculos, o corpo passa a gastar mais calorias, até mesmo durante o sono no chamado metabolismo basal. Quem é mais forte gasta mais calorias dormindo.
4) PREVENÇÃO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES. Um dos álibis mais fortes a favor da musculação é com relação à sobrecarga cardíaca. Ao contrário do que muita gente pensa, o coração sofre menos se analisado por um dado chamado Duplo-Produto, que serve para avaliar o esforço cardíaco. Ou seja, se refere ao consumo de oxigênio do músculo miocárdio. Os médicos chegam a esse valor multiplicando a Pressão Arterial Sistólica (aquele número maior quando a gente mede a pressão) pela Freqüência Cardíaca. Sabemos que cada exercício provoca uma reação diferente tanto na pressão arterial como na freqüência cardíaca, dependendo da intensidade e duração.
Nos exercícios aeróbios, tanto a PAS como a FC aumentam quase na mesma proporção, enquanto na musculação, em séries mesmo pesadas, somente a PAS aumenta porque não há tempo hábil para uma resposta de elevação também da FC e isso pode ser uma vantagem para cardíacos. Uma pessoa pode estar correndo numa esteira em uma velocidade confortável, com pressão arterial e freqüência cardíaca normais, mas se for comparar com exercícios de musculação mais pesada, com series que não ultrapassem 12 repetições, o Duplo Produto na esteira será maior.
Não significa também que a corrida seja nociva. Apenas prova que a musculação não é esse bicho de sete cabeças, "que aumenta a pressão", "faz mal para o coração", e coisa e tal, como alardeiam por aí. Portanto, em termos cardíacos a musculação é muito segura, apesar de ter que ser bem orientada, como qualquer exercício, inclusive a corrida.
5) MAIOR FLEXIBILIDADE. Engana-se quem se apressa em dizer que a musculação deixa o sujeito todo duro. Em primeiro lugar, e isso me parece lógico, somente a falta de exercício pode provocar diminuição da flexibilidade. Como se sabe, se não usa, atrofia. Qualquer exercício, com ou sem peso, executado de maneira correta, fatalmente ampliará a amplitude articular, contribuindo para a melhora da flexibilidade como um todo.
Além disso, a musculação aumenta a quantidade de tecido conjuntivo, tecido esse que recobre as fibras musculares e tem propriedades viscosas e elásticas. Se aplicarmos uma determinada força num músculo hipertrofiado e a mesma força for aplicada no músculo não treinado, o primeiro alonga mais. A maior prova disso são os vários trabalhos mostrando que levantadores olímpicos têm flexibilidade acima da média. Pra matar essa questão de vez. Pegue dois pedaços de elástico exatamente do mesmo tamanho, porém um grosso e um fino. Se esticar os dois ao mesmo tempo, qual deles arrebentará primeiro? Logo, um músculo hipertrofiado treinado adequadamente é mais flexível porque a força é vizinha dessa valência física.
6) AJUDA CONTRA OSTEOPOROSE. Sabemos que os ossos são matérias vivas e não tão rígidos como parecem. São formados basicamente de substâncias orgânicas e minerais responsáveis pelas propriedades de resistência, elasticidade, dureza e rigidez. Existe um processo de construção e demolição da matriz óssea, respectivamente conhecido por osteoblasto e osteoclasto, que define a saúde óssea por toda a vida. Se agredirmos o corpo com alimentação inadequada, fumo, estresse, sedentarismo, excesso de exercício etc, os ossos ficam enfraquecidos, podendo chegar à osteoporose. Se, ao contrário, nos alimentamos bem, ingerindo cálcio suficiente, controlamos o estresse e fazemos exercícios adequados, os ossos permanecem sadios a vida inteira.
Por conta da elasticidade, os exercícios de impacto, como a musculação, induzem o processo de construção do osso, tanto pela ação mecânica, gerando corrente elétrica conhecida por propriedades piezo elétricas, como pelo estímulo de hormônios sexuais. A corrida também é uma atividade de impacto. A diferença é que na musculação, além do impacto geralmente ser gerado nas duas extremidades dos ossos, podemos estimular todos eles com um programa de treinamento bem estruturado. Pesquisas mostram que fisiculturistas chegam a ter 40% mais cálcio nas vértebras lombares, e corredores nas fíbulas (antigo osso perôneo situado ao lado da tíbia).
7) BENEFÍCIO EM DIABETES. Já é bem estabelecido que portadores de diabetes tanto tipo 1 como 2 se beneficiam bastante com o exercício físico, que ajuda a queimar a glicose sem a presença da insulina. Se a corrida já traz esse benefício, a musculação produz ainda mais, por conta do aumento da massa muscular. É simples: mais músculos, mais queima de glicose, mesmo em metabolismo basal, ou seja, em repouso. Todo diabético consciente sabe controlar as suas taxas e deve medir a glicemia antes e depois do exercício. Entretanto, uma das recomendações que se faz na musculação é que se evitem pesos excessivos que obriguem bloqueio da respiração. Pesos excessivos podem gerar lixo metabólico que pode atrapalhar a absorção da glicose no músculo. Nesse caso, como a musculação visa um benefício ao diabético, não tem sentido exagerar.
8) TOTAL SEGURANÇA. Por utilizar máquinas bem projetadas e pesos adequados a cada pessoa, de acordo com o desempenho, a musculação é considerada uma das atividades mais seguras, principalmente se acompanhada por profissionais habilitados. O risco de acidente é muito baixo porque só depende de seguir procedimentos corretos. Em outras atividades, a lesão pode depender da sorte e não apenas de procedimentos corretos.
9) PARA TODAS AS IDADES. Os estudos sobre musculação evoluíram tanto que hoje em dia é recomendada desde a adolescência até os mais idosos. O argumento que se usava contra-indicando aos adolescentes, com relação ao impacto sobre as epífises dos ossos longos, caiu por terra. Outras atividades tais como basquete, vôlei e a própria corrida, que produzem impacto muito maior, sempre foram recomendadas e nunca questionadas. Na verdade, a musculação na adolescência estimula o crescimento não só dos ossos como dos músculos, por conta da explosão hormonal característica da idade. Nos idosos, o crescimento da massa muscular e da força é o benefício mais importante, acarretando maior independência nas atividades funcionais.
É bem estabelecido que o avanço da idade induz à perda de massa muscular, num processo conhecido por sarcopenia, significando "perda de carne" (sarx = carne, penia = perda) cuja origem pode ser multifatorial, sendo a idade uma delas. Em bom português, de uma forma geral os músculos vão "secando". Ou seja, perde-se massa muscular, sendo esse processo acelerado com o sedentarismo, vida irregular, estresse etc. Além disso, a própria corrida pode ser um fator de aceleração de perda de massa muscular na terceira idade por conta do processo conhecido por catabolismo. O idoso que corre e faz musculação desfruta de todos os benefícios da corrida sem perder músculos. Tem tudo e mais um pouquinho.
10) PARÊNCIA PESSOAL. Sem dúvida nenhuma, a musculação melhora a aparência pessoal, promovendo uma postura mais bonita e representativa, interferindo diretamente na auto-estima. Vaidade dentro dos limites do bom senso não é pecado. É saúde também.
Entre muitas mulheres há o medo infundado, quando se sugere a musculação, de ficar forte como as que vemos em revistas de fisiculturismo. As características fisiológicas dos músculos de ambos os sexos são as mesmas, mas o ganho de força, em condições normais (sem drogas) é diferente chegando no máximo a 2/3 do homem, por conta da diferença hormonal. A produção de testosterona na mulher é próxima de 1/3 do homem. As mulheres hoje precisam de mais força física nas atividades funcionais por conta da dupla jornada de trabalho que a maioria enfrenta. Além disso, a musculação associada à corrida lhes confere um corpo mais bonito, com tudo no lugar e sem gordurinhas.
Por fim, nenhuma atividade física é completa por si só, nem mesmo a natação como alardeiam alguns. O ideal é fazer mais de uma atividade, respeitando o gosto individual para se tornar um hábito, e que de alguma forma elas, além de se completarem, irão promover quebra na rotina. O corpo precisa de exercícios regulares, de trabalho prazeroso, de ocupação da mente com estudos e/ou qualquer leitura e de relaxamento também. Não fazer nada de vez em quando também é bom e qualquer pessoa de qualquer nível social pode dar um basta nessa loucura que é a vida "dita" moderna. A primeira desculpa para não fazer exercício é quase sempre: "não tenho tempo". Ou "preciso trabalhar para ganhar dinheiro", só que à custa de estar perdendo saúde. E um dia vai gastar todo o dinheiro para tentar recuperar a saúde. Se der tempo...
Fonte: Revista Contra-Relógio Edição 167 - AGOSTO 2007 - LUIZ CARLOS DE MORAES
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Contra o relógio SIM, escravo do relógio NÃO
Uma conversa comum entre corredores antes de uma largada é: Vai fazer pra quanto? A resposta depende do otimismo/pessimismo do perguntado, de sua segurança em relação ao seu condicionamento ou de sua experiência.
Naturalmente que é interessante se ter uma meta ao se inscrever em uma corrida, mas é necessário não fazer disso um objetivo rígido, por mais que a aspiração em questão tenha por base fatos concretos. Ou seja, mesmo que treinos recentes ou até a participação em uma prova apresentem resultados que levem a se imaginar conseguir determinada marca na competição, é importante não considerar esse número como algo atingível. Poderá ser mais, poderá ser menos. Deixe seu corpo dizer a "verdade" no dia!
Não é inteligente entrar numa prova com determinada marca na cabeça, definida pelo próprio corredor, pelo treinador ou por uma revista. O resultado em questão pode até ser uma referência, mas se durante a competição constata-se estar "no dia", então é ir em frente e talvez até conseguir o recorde pessoal na distância. Por outro lado, ao sentir que por alguma razão não se está rendendo como previsto, o melhor a fazer é seguir em frente e deixar para outro dia a obtenção de uma grande marca. Por mais que a pessoa tenha garra, não é possível ir contra o próprio corpo, exigir dele o que ele não está em condições de dar naquele dia.
As razões para bons e maus dias vão desde as características da própria competição (boa ou não organização - especialmente abastecimento, percurso com ou sem subidas e descidas, temperatura no dia, muita gente, dificultando ultrapassagens etc) até as condições físicas do corredor: estar ou não bem descansado no dia, ter treinado adequadamente, não estar passando por problema médico, que por vezes ainda não se constatou etc.
Dessa maneira, a postura rígida em relação a um resultado que se deseja fazer pode tanto inibir a obtenção de uma boa marca como forçar um corredor a fazer mais do que está em condições naquele momento. E isto é muito comum em nossas provas, com corredores dizendo "estou bem, mas no limite do meu ritmo e vou segurar..." ou "estou passando os quilômetros acima do previsto e tenho que me esforçar". A primeira situação é a mais corriqueira, sendo que por vezes o limitador é o monitor de freqüência cardíaca, excelente ferramenta em treinos, mas que em uma prova pode mais atrapalhar que ajudar, ao se estabelecer um bpm (batimentos por minuto) máximo, aquém do que a pessoa poderia correr.
Assim, da próxima vez que você entrar numa prova, deixe seu corpo lhe dizer como está naquele dia. Se você começar a passar os quilômetros mais rápido do que esperava, e estiver se sentindo muito bem, vá firme para um grande resultado. Mas se as marcas de quilômetro demorarem para chegar, então desligue o relógio-cronômetro e siga para a chegada, numa boa.
Revista Contra-Relógio Edição 158 - NOVEMBRO 2006 - TOMAZ LOURENÇO
corridaderuafoz.blogspot.com
Naturalmente que é interessante se ter uma meta ao se inscrever em uma corrida, mas é necessário não fazer disso um objetivo rígido, por mais que a aspiração em questão tenha por base fatos concretos. Ou seja, mesmo que treinos recentes ou até a participação em uma prova apresentem resultados que levem a se imaginar conseguir determinada marca na competição, é importante não considerar esse número como algo atingível. Poderá ser mais, poderá ser menos. Deixe seu corpo dizer a "verdade" no dia!
Não é inteligente entrar numa prova com determinada marca na cabeça, definida pelo próprio corredor, pelo treinador ou por uma revista. O resultado em questão pode até ser uma referência, mas se durante a competição constata-se estar "no dia", então é ir em frente e talvez até conseguir o recorde pessoal na distância. Por outro lado, ao sentir que por alguma razão não se está rendendo como previsto, o melhor a fazer é seguir em frente e deixar para outro dia a obtenção de uma grande marca. Por mais que a pessoa tenha garra, não é possível ir contra o próprio corpo, exigir dele o que ele não está em condições de dar naquele dia.
As razões para bons e maus dias vão desde as características da própria competição (boa ou não organização - especialmente abastecimento, percurso com ou sem subidas e descidas, temperatura no dia, muita gente, dificultando ultrapassagens etc) até as condições físicas do corredor: estar ou não bem descansado no dia, ter treinado adequadamente, não estar passando por problema médico, que por vezes ainda não se constatou etc.
Dessa maneira, a postura rígida em relação a um resultado que se deseja fazer pode tanto inibir a obtenção de uma boa marca como forçar um corredor a fazer mais do que está em condições naquele momento. E isto é muito comum em nossas provas, com corredores dizendo "estou bem, mas no limite do meu ritmo e vou segurar..." ou "estou passando os quilômetros acima do previsto e tenho que me esforçar". A primeira situação é a mais corriqueira, sendo que por vezes o limitador é o monitor de freqüência cardíaca, excelente ferramenta em treinos, mas que em uma prova pode mais atrapalhar que ajudar, ao se estabelecer um bpm (batimentos por minuto) máximo, aquém do que a pessoa poderia correr.
Assim, da próxima vez que você entrar numa prova, deixe seu corpo lhe dizer como está naquele dia. Se você começar a passar os quilômetros mais rápido do que esperava, e estiver se sentindo muito bem, vá firme para um grande resultado. Mas se as marcas de quilômetro demorarem para chegar, então desligue o relógio-cronômetro e siga para a chegada, numa boa.
Revista Contra-Relógio Edição 158 - NOVEMBRO 2006 - TOMAZ LOURENÇO
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Entre em forma sem sair do lugar: vá pra esteira!
Uma das grandes dúvidas entre os corredores é na hora de decidir sobre treinar na rua ou na esteira, principalmente quando as condições atmosféricas são desfavoráveis, como acontece freqüentemente em algumas cidades. Existe sempre a velha questão das vantagens e desvantagens de uma e outra forma de treinamento. De um modo geral, as esteiras são preferidas por quem está se recuperando de lesões, tem preferência por academia, faz treinamento visando emagrecimento, não gosta de correr na rua ou por diversos outros motivos não pode.
A principal diferença é o impacto que costuma ser reduzido na esteira em até 10% do peso corporal. Na rua o esforço pode ser diminuído à medida que o indivíduo passa a dominar a biomecânica do movimento e as resistências naturais: a do atrito com o solo, a pisada transferindo a força das pernas para o vôo, mantendo a aceleração, a pisada da aterrizagem e a do ar, incluindo aí o vento que nunca sopra o tempo todo na mesma direção. Isso sem contar com o tempo, temperatura e umidade relativa do ar. Mesmo assim, estima-se que o impacto no asfalto seja em torno de duas a duas vezes e meia o peso corporal. Como na esteira é o chão que se movimenta, o corredor é obrigado a se manter em movimento constante e uniforme. Na rua, a perda do ritmo é mais fácil por diversos motivos, entre eles o cansaço, dores e mudança constante de tipo de piso e obstáculos.
Controle do treinamento.
A principal vantagem da esteira é a possibilidade do controle total do treinamento no que se refere à freqüência cardíaca, ritmo, passada e mecânica do movimento, principalmente se, em frente à esteira, houver um espelho. Tem gente que corre todo torto, o treinador fala... fala... e nada acontece. Na esteira, com espelho, não é preciso falar tanto e o corredor pode facilmente corrigir a postura, o movimento dos braços e a pisada no centro de gravidade. Como não existe a questão do vento, a possibilidade de aumento da temperatura corporal e desidratação é maior, assim como o aumento da freqüência cardíaca. Isso pode facilmente ser resolvido com um ventilador frontal e atenção à hidratação.
A freqüência cardíaca pode ser maior ou menor na esteira, mas é difícil estabelecer um percentual comparativo com a corrida na rua, mesmo porque não existem estudos fidedignos nessa área. As variáveis são muitas e complexas para cada indivíduo. Por isso não dá também para afirmar que correr na esteira por "x" tempo equivale a tanto na rua.
Praticamente todas as formas de treinamento de corrida, tais como fartleck, intervalado e até as longas distâncias, podem ser realizadas na esteira. A noção de tempo X velocidade é muito mais fácil de ser entendida, desenvolvida e dominada. Quando não se pretende fixar velocidade, mas apenas substituir o treinamento que seria feito na rua, recomenda-se manter o mesmo tempo que seria gasto. Ou seja, se o indivíduo iria treinar uma hora, que seja também uma hora na esteira. É monótono? Pode ser, mas nada que uma televisão ou DVD em frente à esteira não resolva. Mas cuidado para não se distrair demais e esquecer que está numa esteira em movimento.
Para queimar calorias - Estudos mostram que, entre as diversas atividades de academia, a corrida na esteira é uma das campeãs em gasto calórico, razão pela qual é muito recomendada para as pessoas envolvidas em perda de peso.
Como tudo na vida evolui, a indústria de equipamento de ginástica também cresceu e se modernizou assustadoramente. Houve um repentino avanço nas esteiras com motores mais potentes, velocidade confiável, inclinação variável, com programas pré-estabelecidos, mais largas e mais longas. Mesmo a preços nada convidativos, invadiram as melhores academias e hoje temos até modelos caseiros de boa qualidade, dobráveis e preços para todo tipo de bolso. Seja lá qual for o objetivo - fitness, estética, qualidade de vida ou treinamento esportivo, as esteiras pelo menos na academia não ficam paradas. A maioria das esteiras hoje permite velocidade programada de até 20 km/h e uma inclinação de até 15%, o suficiente para agüentar qualquer corredor fundista.
Muita gente gosta de caminhar, mas o tempo disponível por vezes fica inviável, seja porque as ruas já estão cheias, pode estar muito calor, à noite pode ser perigoso ou mesmo no caso das mulheres podem ser vítimas de piadinhas sem graça. Outro inconveniente são os cachorros abandonados nas ruas. Mal tratados, transmitem doenças e por vezes atacam.
Preparação para maratona.
Não são poucos os atletas que hoje treinam tanto na esteira como nas ruas. Em 1989, o americano Ken Martin, ao terminar em segundo lugar a Maratona de Nova York, com o tempo de 2:09:34, declarou que parte do seu treinamento de longa distância era realizado na esteira. O mesmo aconteceu com Ingrid Kristiansen (2:21:06) e Joan Benoit (2:21:21), nos bons tempos. Benoit, 2 dias de ser submetida a uma artroscopia, reiniciou seus treinamentos, mas em esteira, para participar da seletiva americana visando a maratona dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984), que pela primeira vez teria também a disputa feminina. Ela foi a campeã.
Entretanto, deve-se ter alguns cuidados ao correr na esteira, tais como, ao parar, não descer imediatamente, mas caminhar um pouco na esteira. É normal as pessoas se sentirem meio tontas porque o equipamento, reduzindo o impacto em até 30%, faz com que os órgãos sensoriais comandados pelo labirinto trabalhem com uma informação como se o indivíduo pesasse menos. Além disso, nesse momento, é quando o corpo reorganiza o aporte sangüíneo e isso pode provocar uma tonteira momentânea sem maiores complicações.
Boa opção para corredores - É bom lembrar... A esteira é muito boa, coisa e tal, mas para os corredores ela deve ser usada como opção de treinamento. Todas essas vantagens podem viciar, deixando o indivíduo menos atento quando voltar para a rua. Ao ar livre, as irregularidades do piso desenvolvem um mecanismo reflexo contra as torções, e a segurança das esteiras pode diminuir isso.
Além do mais, especula-se que na esteira os músculos posteriores de coxa sejam um pouco menos exigidos e mais enfatizados os anteriores, tais como o quadríceps e também os flexores do quadril. Portanto, até para equilibrar a ação dos músculos posteriores e anteriores de coxa, o ideal, para quem tem também problemas de falta de tempo e/ou local adequado, é treinar durante a semana na esteira e no fim de semana aproveitar a natureza.
Treinamentos específicos calcados em determinadas condições de prova não devem ser feitos em esteira, tais como corrida com muitas subidas, em determinados horários com muito calor ou muito frio. Pelo menos uma vez por semana esses treinamentos devem ser feitos com a real condição para adaptar o organismo à prova. Isso não dá para simular na esteira. Uma atitude que também não dá certo é correr na esteira com pesinho na mão. O gasto a mais de energia não compensa o prejuízo da biomecânica.
Para o pessoal que prefere malhar em casa já existe também no mercado uma infinidade de modelos caseiros. Muitas são até dobráveis, ocupando pouco espaço quando estão fora de uso. O importante na hora da escolha é verificar a robustez e a potência do motor. O ideal é que seja acima de 2 HP, mesmo para quem deseja só caminhar.
Revista Contra-Relógio Edição 160 - JANEIRO 2007 - LUIZ CARLOS DE MORAES
corridaderuafoz.blogspot.com
A principal diferença é o impacto que costuma ser reduzido na esteira em até 10% do peso corporal. Na rua o esforço pode ser diminuído à medida que o indivíduo passa a dominar a biomecânica do movimento e as resistências naturais: a do atrito com o solo, a pisada transferindo a força das pernas para o vôo, mantendo a aceleração, a pisada da aterrizagem e a do ar, incluindo aí o vento que nunca sopra o tempo todo na mesma direção. Isso sem contar com o tempo, temperatura e umidade relativa do ar. Mesmo assim, estima-se que o impacto no asfalto seja em torno de duas a duas vezes e meia o peso corporal. Como na esteira é o chão que se movimenta, o corredor é obrigado a se manter em movimento constante e uniforme. Na rua, a perda do ritmo é mais fácil por diversos motivos, entre eles o cansaço, dores e mudança constante de tipo de piso e obstáculos.
Controle do treinamento.
A principal vantagem da esteira é a possibilidade do controle total do treinamento no que se refere à freqüência cardíaca, ritmo, passada e mecânica do movimento, principalmente se, em frente à esteira, houver um espelho. Tem gente que corre todo torto, o treinador fala... fala... e nada acontece. Na esteira, com espelho, não é preciso falar tanto e o corredor pode facilmente corrigir a postura, o movimento dos braços e a pisada no centro de gravidade. Como não existe a questão do vento, a possibilidade de aumento da temperatura corporal e desidratação é maior, assim como o aumento da freqüência cardíaca. Isso pode facilmente ser resolvido com um ventilador frontal e atenção à hidratação.
A freqüência cardíaca pode ser maior ou menor na esteira, mas é difícil estabelecer um percentual comparativo com a corrida na rua, mesmo porque não existem estudos fidedignos nessa área. As variáveis são muitas e complexas para cada indivíduo. Por isso não dá também para afirmar que correr na esteira por "x" tempo equivale a tanto na rua.
Praticamente todas as formas de treinamento de corrida, tais como fartleck, intervalado e até as longas distâncias, podem ser realizadas na esteira. A noção de tempo X velocidade é muito mais fácil de ser entendida, desenvolvida e dominada. Quando não se pretende fixar velocidade, mas apenas substituir o treinamento que seria feito na rua, recomenda-se manter o mesmo tempo que seria gasto. Ou seja, se o indivíduo iria treinar uma hora, que seja também uma hora na esteira. É monótono? Pode ser, mas nada que uma televisão ou DVD em frente à esteira não resolva. Mas cuidado para não se distrair demais e esquecer que está numa esteira em movimento.
Para queimar calorias - Estudos mostram que, entre as diversas atividades de academia, a corrida na esteira é uma das campeãs em gasto calórico, razão pela qual é muito recomendada para as pessoas envolvidas em perda de peso.
Como tudo na vida evolui, a indústria de equipamento de ginástica também cresceu e se modernizou assustadoramente. Houve um repentino avanço nas esteiras com motores mais potentes, velocidade confiável, inclinação variável, com programas pré-estabelecidos, mais largas e mais longas. Mesmo a preços nada convidativos, invadiram as melhores academias e hoje temos até modelos caseiros de boa qualidade, dobráveis e preços para todo tipo de bolso. Seja lá qual for o objetivo - fitness, estética, qualidade de vida ou treinamento esportivo, as esteiras pelo menos na academia não ficam paradas. A maioria das esteiras hoje permite velocidade programada de até 20 km/h e uma inclinação de até 15%, o suficiente para agüentar qualquer corredor fundista.
Muita gente gosta de caminhar, mas o tempo disponível por vezes fica inviável, seja porque as ruas já estão cheias, pode estar muito calor, à noite pode ser perigoso ou mesmo no caso das mulheres podem ser vítimas de piadinhas sem graça. Outro inconveniente são os cachorros abandonados nas ruas. Mal tratados, transmitem doenças e por vezes atacam.
Preparação para maratona.
Não são poucos os atletas que hoje treinam tanto na esteira como nas ruas. Em 1989, o americano Ken Martin, ao terminar em segundo lugar a Maratona de Nova York, com o tempo de 2:09:34, declarou que parte do seu treinamento de longa distância era realizado na esteira. O mesmo aconteceu com Ingrid Kristiansen (2:21:06) e Joan Benoit (2:21:21), nos bons tempos. Benoit, 2 dias de ser submetida a uma artroscopia, reiniciou seus treinamentos, mas em esteira, para participar da seletiva americana visando a maratona dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984), que pela primeira vez teria também a disputa feminina. Ela foi a campeã.
Entretanto, deve-se ter alguns cuidados ao correr na esteira, tais como, ao parar, não descer imediatamente, mas caminhar um pouco na esteira. É normal as pessoas se sentirem meio tontas porque o equipamento, reduzindo o impacto em até 30%, faz com que os órgãos sensoriais comandados pelo labirinto trabalhem com uma informação como se o indivíduo pesasse menos. Além disso, nesse momento, é quando o corpo reorganiza o aporte sangüíneo e isso pode provocar uma tonteira momentânea sem maiores complicações.
Boa opção para corredores - É bom lembrar... A esteira é muito boa, coisa e tal, mas para os corredores ela deve ser usada como opção de treinamento. Todas essas vantagens podem viciar, deixando o indivíduo menos atento quando voltar para a rua. Ao ar livre, as irregularidades do piso desenvolvem um mecanismo reflexo contra as torções, e a segurança das esteiras pode diminuir isso.
Além do mais, especula-se que na esteira os músculos posteriores de coxa sejam um pouco menos exigidos e mais enfatizados os anteriores, tais como o quadríceps e também os flexores do quadril. Portanto, até para equilibrar a ação dos músculos posteriores e anteriores de coxa, o ideal, para quem tem também problemas de falta de tempo e/ou local adequado, é treinar durante a semana na esteira e no fim de semana aproveitar a natureza.
Treinamentos específicos calcados em determinadas condições de prova não devem ser feitos em esteira, tais como corrida com muitas subidas, em determinados horários com muito calor ou muito frio. Pelo menos uma vez por semana esses treinamentos devem ser feitos com a real condição para adaptar o organismo à prova. Isso não dá para simular na esteira. Uma atitude que também não dá certo é correr na esteira com pesinho na mão. O gasto a mais de energia não compensa o prejuízo da biomecânica.
Para o pessoal que prefere malhar em casa já existe também no mercado uma infinidade de modelos caseiros. Muitas são até dobráveis, ocupando pouco espaço quando estão fora de uso. O importante na hora da escolha é verificar a robustez e a potência do motor. O ideal é que seja acima de 2 HP, mesmo para quem deseja só caminhar.
Revista Contra-Relógio Edição 160 - JANEIRO 2007 - LUIZ CARLOS DE MORAES
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Pernambucano e queniana vencem Maratona de Curitiba
A Maratona Caixa de Curitiba reuniu cerca de três mil participantes neste domingo (20/11) para percorrerem as distâncias de 42 (maratona), dez e cinco (caminhada) quilômetros nas ruas da capital paranaense. A largada da Maratona foi dada às 7h da manhã no Centro Cívico e sob um sol ainda tímido, com a temperatura de nove graus.
O pernambucano Marcos Antônio Pereira venceu a prova entre os homens, enquanto a queniana Nelly Jepkurui foi a ganhadora da categoria feminina. Ambos lideraram a corrida de ponta a ponta. “O treinamento que eu fiz foi para largar forte, assumi a liderança já no primeiro quilômetro”, conta o vencedor.
Masculino
1° Marcos Antonio Pereira 2:20:37
2° José Gutenberque Ferreira 2:23:43
3° Sammy Kibet Rotich 2:26:23
4° Manoel Alves da Silva 2:27:19
5° Alessandro de Souza 2:30:10
20° CLAUDEMIR FERREIRA 2:51:54 (6° CAT 30-34)
Feminino
1° Nelly Jepkurui 2:43:56
2° Conceição Oliveira 2:47:55
3° Dione D'agostini 2:52:17
4° Rosangela Gavinski 2:59:34
5° Roseli Viana Elias 3:10:13
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O pernambucano Marcos Antônio Pereira venceu a prova entre os homens, enquanto a queniana Nelly Jepkurui foi a ganhadora da categoria feminina. Ambos lideraram a corrida de ponta a ponta. “O treinamento que eu fiz foi para largar forte, assumi a liderança já no primeiro quilômetro”, conta o vencedor.
Masculino
1° Marcos Antonio Pereira 2:20:37
2° José Gutenberque Ferreira 2:23:43
3° Sammy Kibet Rotich 2:26:23
4° Manoel Alves da Silva 2:27:19
5° Alessandro de Souza 2:30:10
20° CLAUDEMIR FERREIRA 2:51:54 (6° CAT 30-34)
Feminino
1° Nelly Jepkurui 2:43:56
2° Conceição Oliveira 2:47:55
3° Dione D'agostini 2:52:17
4° Rosangela Gavinski 2:59:34
5° Roseli Viana Elias 3:10:13
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